Por que o ouro subiu mais que qualquer ativo em 46 anos
Ponto-chave
Análise do rally do ouro em 2025-2026: contexto macro, demanda de bancos centrais, e o que esperar para o investidor brasileiro.
O rally histórico
Em 2025, o ouro registrou a maior valorização anual desde 1979. O metal precioso superou ações, títulos, imóveis, e criptomoedas — um feito que não se via há quase meio século.
Em janeiro de 2026, o preço ultrapassou a marca de US$ 5.000 por onça troy, consolidando uma alta acumulada de mais de 80% em dois anos.
Os três motores do rally
1. Bancos centrais comprando em volume recorde
Em 2025, os bancos centrais globais adquiriram mais de 1.200 toneladas de ouro — o terceiro ano consecutivo acima de 1.000 toneladas. O Banco Central do Brasil dobrou suas reservas, atingindo 172 toneladas em dezembro de 2025.
2. Desconfiança no sistema fiat
Com inflação persistente em economias desenvolvidas e tensões geopolíticas (Taiwan, Oriente Médio, sanções), investidores institucionais migraram para ativos tangíveis como proteção.
3. Ameaça quântica ao cripto
A percepção crescente de que computadores quânticos podem comprometer a segurança de criptomoedas impulsionou uma "flight to gold" — especialmente entre investidores que antes alocavam em Bitcoin como reserva de valor.
O que isso significa para o Brasil
O brasileiro tem historicamente baixa alocação em ouro. Com o real sob pressão constante e poucas opções acessíveis no mercado local, a demanda reprimida é enorme.
ouro.capital foi criada para resolver esse gap: ouro real, a partir de R$ 10, via PIX, com proteção pós-quântica.
Perspectivas
Goldman Sachs projeta US$ 6.000/oz até o final de 2026. JPMorgan é mais conservador com US$ 5.500. Ambos concordam: o ciclo de alta do ouro está longe de acabar.
Matheus Feijão
CEO & Fundador — ouro.capital
Especialista em fintech e criptoativos desde 2002. CEO da ouro.capital.